O que a Cidade Guarda?

Desenho

O que a cidade guarda?
Lápis de cor sobre papel
297 x 420 mm
2026

O que a cidade guarda? nasce de um olhar sobre Beja enquanto lugar de memória, identidade e permanência. A obra reúne, numa única composição, diferentes marcos arquitetónicos e espaços que fazem parte da paisagem e da vivência da cidade: o Castelo de Beja, a Biblioteca Municipal, o Jardim Municipal, o Parque da Cidade, o Cineteatro Pax Julia, a Casa da Cultura, o Mercado Municipal, Igreja de Santa Maria da Feira, o Museu Regional de Beja, entre outros.

No centro do desenho, estes lugares aproximam-se e sobrepõem-se, deixando de obedecer à geografia real da cidade para formar uma espécie de paisagem de memória. Monumentos, edifícios culturais e espaços quotidianos passam a coexistir num mesmo território imaginado, como fragmentos daquilo que Beja guarda ao longo do tempo.

A composição é enquadrada por um padrão inspirado nos azulejos de Beja, repetido na parte superior e inferior da obra. O azul e o amarelo dos elementos decorativos contrastam com o traço predominantemente azul utilizado na representação da cidade, criando uma ligação visual entre património, arquitetura e tradição ornamental.

O título — O que a cidade guarda? — funciona também como pergunta aberta. O que permanece de uma cidade para além dos seus edifícios? Que memórias ficam associadas às ruas, jardins, instituições e lugares que atravessamos? A obra procura representar Beja não apenas através daquilo que se vê, mas através daquilo que estes espaços acumulam: histórias, encontros, experiências e memórias coletivas e individuais.

O que a cidade guarda?
Lápis de cor sobre papel
297 x 420 mm
2026


Exposição Reflexos — Exposição Coletiva de Artes Plásticas
Casa da Cultura de Beja
8 de julho — 20 de agosto de 2026

A obra foi apresentada na exposição coletiva de Artes Plásticas «Reflexos», na Casa da Cultura de Beja, de 8 de julho a 20 de agosto de 2026.